"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

sexta-feira, 21 de março de 2014

15º PAPA: São Zeferino - ano 199 a 217

Papa São Zeferino (15º Papa)
Pontificado: do ano 199 ao ano 217 



São Zeferino foi o 15º Papa a tombar, martirizado, em defesa da Igreja de Cristo. Era natural de Roma. Dedicou-se com muita diligência e zelo, pregando e testemunhando o Evangelho com grande virtude e sabedoria, qualidades que floresceram no pontificado de São Vitor I, de quem se tornaria sucessor na Sé apostólica.
 
Após o glorioso martírio do Papa São Vitor, ocorrido no dia 28 de julho de 199, o povo de Deus, unido ao clero, reuniu-se em intensas orações, a fim de que o Senhor iluminasse o rebanho para a escolha de um digno vigário. Depois de onze dias de intensas orações, o Espírito Santo manifestou-se em forma de pomba e desceu sobre a cabeça do então presbítero Zeferino, onde repousou por um breve espaço de tempo, desaparecendo em seguida. Os fiéis logo identificaram a escolha de Deus. Por unanimidade, o elegeram no mês de agosto daquele ano, quando assumiu honrosamente o divino governo da Igreja.

Logo no início de seu pontificado, o imperador Septímio Severo moveu, por decreto, intensa perseguição contra a Igreja, fato que levou São Zeferino a tomar as primeiras providências no sentido de zelar pelo rebanho, levando seu auxílio e consolo naqueles dias de grande tribulação.
 
Pessoalmente, de dia e de noite, percorreu infatigavelmente diversas casas, cavernas e locais subterrâneos. Colocou em risco a própria vida, visitando e consolando não só os encarcerados, mas também os condenados, que acompanhava até aos cadafalsos. A todos alentava com palavras e esmolas, levando a eles o Pão dos fortes, regado com o Sangue de Cristo. A cruel perseguição perdurou por nove anos consecutivos, até a morte do imperador Severo, quando a Igreja recobrou um certo período de paz.
 
Editou importantes regras canônicas, especialmente as relativas à disciplina eclesiástica. Foi ele quem determinou que os fiéis católicos comungassem, pelo menos na ocasião da Festa da Páscoa. Também, quanto aos cálices sagrados, até então confeccionados em madeira devido à pobreza de diversas igrejas, determinou que deveriam ser feitos, ao menos de vidro.


Já na Igreja primitiva percebe-se a preocupação dos Pontífices com relação
aos objetos que receberiam os preciosíssimos Corpo e Sangue de Cristo
"ao menos de vidro", determinou o Papa São Zeferino
 
Durante seu pontificado, a cabeça da heresia reergueu-se furiosamente. Praxeas, que no pontificado anterior havia retratado-se da pregação de sua heresia patripasiana (negação da Santíssima Trindade), novamente tentou semear sua doutrina errônea e, por isto, foi duramente combatido pelo Papa. Também Tertuliano, que coberto com uma capa de austeridade e rigor, grande desgosto causou ao Santo Padre, após voltar-se contra ele mediante censuras e ataques. Arrebanhando diversos adeptos, Tertuliano mergulho definitivamente na lama de sua doutrina insana.

Nomeou seu auxiliar Anzio Calisto, seu futuro substituto como papa, e o encarregou de ampliar o cemitério da Via Apia, onde se encontravam os túmulos de ilustres mártires como São Pretextato e Santa Domitila, parenta do imperador Domiciano. Este célebre cemitério, até hoje conhecido sob o nome de "Catacumbas de São Calisto", tornou-se ilustre por sua extensão e por possuir local distinto para os sumos pontífices.
 
São Zeferino governou a Igreja até o ano de 217, quando recebeu a auréola dos mártires no dia 26 de agosto, sob o governo do imperador Antonino.
 
 


 
São Zeferino Papa, rogai por nós! Rogai pela Igreja da qual fostes o Pastor!

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